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 Quando criança vivia com uma velha.

A boa velha, pobre como era, pôde dar-lhe, em sua primeira infância, uma folha com ilustrações que achou em alguma esquina onde mendigava.

Esse foi o seu primeiro contato literário.

Mendigava também naquela região um velho, que testemunhou o gesto da mulher e a alegria da criança. E que, vendo isto, chorou.

Fora em outros tempos um respeitado homem de negócios e teve boa fortuna até fazer um investimento mal calculado.

Tomado de compaixão pôs-se a observá-los: viu os carinhos e cuidados que a velha dispensava ao bebê e de uma forma curiosa percebeu que a alegre criança não rasgava o papel e, durante três dias, interpretava a sua maneira as ilustrações da folha recebida.

Ao final destes três dias, enquanto a criança estava entretida com os textos e figuras de seu valioso papel, a velha sentiu-se mal, inclinou-se e o velho correu a socorrê-la, mas não resistiu e faleceu ali.

De dentro de um velho carrinho de mercado, onde sempre brincava, a criança parou de brincar e passou a observar o quadro a sua frente: a velha de olhos fechados nos braços do estranho que o mirava seriamente.

Como se tivesse entendido o que se passava, sentou-se sorumbático e ficou a olhar a folha ilustrada que recebera da velha.

Daquele dia em diante, o carrinho de mercado era conduzido a qualquer lugar com o menino e algumas tralhas pelo velho homem. Outro fato que se deu é que nem o menino e nem os mendigos da região souberam dizer o nome da velha. Por esse motivo não puderam guardar nenhuma informação sobre a velha mulher ou sobre a origem e nome do menino... .

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